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JAN

Mau funcionamento da tireoide interfere no peso e altura das crianças

Publicado 08/01/18

Localizada na base do pescoço, essa glândula em forma de borboleta produz hormônios (o T3 e o T4) que atuam por todo o corpo, ajudando a regular funções de órgãos vitais, como coração, cérebro, fígado e rins. Ela influencia tanto o crescimento e o desenvolvimento da criança como os ciclos menstruais, o peso e até o humor. 

Quais os principais problemas relacionados à glândula?

A qualquer idade, a tireoide pode ficar menos ou mais eficiente na produção de hormônios – respectivamente, o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. Nas crianças, o mais comum é o hipotireoidismo, e especialmente o congênito (de nascença), que afeta um a cada 4 mil nascimentos. Ele pode ser consequência de ausência de tireoide; glândula fora do lugar (embaixo da língua, por exemplo); glândula ineficiente; ou mesmo estar relacionado a problemas em outra glândula, a hipófise, que é quem comanda a tireoide.

Quais os sintomas do hipertireoidismo? 

A criança sofre uma aceleração geral do organismo, que vem com irritação, intestino solto, sudorese excessiva, perda de peso e até taquicardia. Muitas vezes, essa agitação é diagnosticada como hiperatividade, quando, na verdade, é apenas uma disfunção da glândula.

Quais os sinais do hipotireoidismo? 

Nos bebês, choro rouco, prisão de ventre, hérnia umbilical, dificuldade para mamar, icterícia prolongada e reflexos reduzidos. Mas o principal é o atraso no desenvolvimento neurológico, que fica evidente a partir dos 6 meses. Já nas crianças maiores, por tornar o metabolismo mais lento, o hipotireoidismo provoca alterações no crescimento (que fica abaixo do normal para a idade) e no peso (acima da média), intestino preso, sonolência e problemas escolares, uma vez que a criança fica com dificuldade para se concentrar.

Quais as causas das disfunções da glândula?

Elas são provocadas por alterações genéticas. A maior parte dos casos de hipotireoidismo está relacionada a uma doença autoimune chamada tireoidite de Hashimoto. Já o hipertireoidismo pode ser causado pela doença de Graves. Por isso, se houver histórico familiar de problemas na glândula, converse com o pediatra do seu filho.

Com que frequência é preciso examinar a tireoide?

O exame clínico (apalpação) é feito nas consultas de rotina ao pediatra. Já o de sangue só é solicitado em situações especiais, como quando existe histórico familiar de doenças tireoidianas, ou se a criança apresentar algum sintoma. Mas vale ressaltar que alterações pequenas nos níveis hormonais não são motivo para preocupação, uma vez que podem ser causadas até mesmo pelo estresse provocado pela coleta de sangue.

Como é o tratamento?

Na maior parte dos casos, basta um medicamento de uso oral, cuja dose é ajustada de acordo com o paciente, para repor (hipotireoidismo) ou bloquear (hipertireoidismo) a produção hormonal. Diferentemente dos adultos com problemas na glândula, nem sempre as crianças precisam fazer uso contínuo ininterrupto, já que a tiroide em desenvolvimento pode se regularizar. A iodoterapia (feita com iodo radioativo administrado via oral), em geral é mais recomendada para adultos. Em casos extremos, quando a disfunção apresenta riscos ao corpo, pode ser recomendada a remoção da tireoide.

Como é feito o diagnóstico?

O famoso Teste do Pezinho, feito ainda na maternidade, gratuitamente, em todo o país, detecta o hipotireoidismo congênito. Se o tratamento começar de imediato, é possível evitar todas as sequelas (como atrasos no desenvolvimento neurológico). Nos mais velhos, o pediatra também pode detectar alterações na glândula no exame clínico, apalpando-a. Mas a confirmação depende de exame de sangue para avaliação dos hormônios tiroidianos e dos anticorpos que podem estar boicotando o funcionamento da glândula. Também pode ser pedido um ultrassom do pescoço para descartar a presença de nódulos e outras patologias mais raras.

Fontes: Bianca Barone, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM); Felipe Lora, endocrinologista pediatra do Hospital Infantil Sabará (SP); Vanessa Radonsky, endocrinologista pediátrica do Fleury Medicina e Saúde (SP)

Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2017/11/tireoide-conheca-sintomas-e


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