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09
SET

Diabetes: sede excessiva, fome e visão embaçada são sintomas da doença

Publicado 09/09/19

O diabetes é caracterizado pelo excesso de açúcar no sangue, e aumenta o risco de problemas cardíacos, sexuais e nos rins.

O diabetes mellitus é uma doença do metabolismo que tem como principal característica o excesso de glicose no sangue. A glicose é um tipo de açúcar, produzido a partir dos alimentos que a gente ingere, e nossa principal fonte de energia.

O diabetes pode ter duas causas diferentes: nos pacientes com diabetes tipo 1, o organismo deixa de produzir insulina, o hormônio que leva a glicose para dentro das células, para que o açúcar seja usado como combustível. Já em pacientes com diabetes tipo 2, o organismo não produz quantidade suficiente de insulina ou não consegue empregar o hormônio produzida de forma adequada.

História 

Os primeiros registros de uma doença com sintomas semelhantes aos do diabetes têm mais de 3.000 anos. Um papiro do Antigo Egito menciona uma condição que causa emagrecimento, sede contínua e aumento da frequência urinária. Por volta do ano 500 a.C., um dos pais da medicina tradicional indiana, a Ayurveda, relatou que havia dois diferentes tipos de diabetes: um diagnosticado em jovens, e mais perigoso, e outro típico de adultos obesos. 

Os gregos antigos foram os primeiros a utilizar o termo ?diabetes?, referente à passagem de líquido pelo corpo. A palavra ?mellitus?, que em latim significa ?mel?, foi adicionada mais tarde, pela constatação de que a urina dos pacientes atraía formigas e abelhas. Em 1775, um químico britânico identificou a substância açucarada, presente na urina, como sendo glicose. Só no fim do século 19 é que os cientistas descobriram que a doença tinha relação com uma substância química produzida pelo pâncreas, a insulina. Por volta de 1920, finalmente foi possível produzir esse hormônio em massa, o que revolucionou a vida dos pacientes.

Sintomas de diabetes 

Os sinais mais comuns, associados ao excesso de açúcar no sangue, são: 

- Sede excessiva 
- Fome excessiva 
- Aumento da frequência urinária 
- Infecções frequentes (como de bexiga ou pele) 
- Fadiga 
- Visão turva 
- Perda de sensibilidade ou formigamento nos pés ou nas mãos 
- Feridas que demoram muito para cicatrizar 
- Perda de peso sem razão aparente

No diabetes tipo 1, as manifestações surgem rápido. Já no tipo 2 a evolução pode levar anos. Muitas vezes não há sintomas ou eles são tão leves que a pessoa só descobre a doença quando já existe alguma complicação. 

Diagnóstico

A dosagem do nível de glicose no sangue (glicemia) é feita com uma simples gota de sangue. O resultado desse exame é considerado normal, hoje em dia, quando está abaixo ou igual 99 mg/dl na dosagem feita em jejum de oito horas. 

Quando o resultado varia de 100 a 125 mg/dl, significa que a glicemia está alterada e que o paciente pode ter pré-diabetes. Nesse caso, é preciso fazer um teste oral de tolerância à glicose, também conhecido como curva glicêmica —o paciente bebe uma solução açucarada e repete a coleta de sangue de meia em meia hora, ou só após duas horas. Outro exame de sangue que tem sido usado no diagnóstico e no controle do diabetes é a hemoglobina glicada (HbA1c), uma média que reflete os níveis glicêmicos dos últimos três ou quatro meses e independe do jejum.

Vale lembrar que o pré-diabetes não é uma doença, e sim um estado que indica o risco potencial de diabetes. A partir desse diagnóstico, o paciente deve cuidar da dieta, do peso e fazer exercícios físicos para que o quadro seja revertido. Quando o pré-diabetes acompanha outros fatores de risco, como obesidade abdominal, resistência à insulina, hipertensão, colesterol e triglicérides alto, é comum dizer que o paciente tem síndrome metabólica. 

Nas gestantes, é recomendável realizar uma dosagem de glicemia em jejum na primeira consulta pré-natal. Se o resultado for normal, o teste oral de tolerância à glicose deve ser realizado entre a 24ª e a 28ª semana de gravidez. 

Confira todos os valores de referência do diabetes, em resumo, de acordo com a diretriz mais recente da Sociedade Brasileira de Diabetes: 

Pré-diabetes 

- Glicemia em jejum de 100 mg/dl a 125 mg/dl 
- Glicemia em teste oral de tolerância à glicose (2 horas após 75 g) de 140 mg/dl a 199mg/dl 
- Hemoglobina A1c de 5,7% a 6,4% 

Diabetes 

- Glicemia de jejum igual ou superior a 126 mg/dl 
- Glicemia em teste oral de tolerância à glicose (2 horas após 75g) superior a 200 mg/dl 
- Hemoglobina A1c igual ou superior a 6,5%

O diagnóstico de diabetes deve ser confirmado pela repetição da glicemia de jejum em outro dia, já que há alguns fatores capazes de interferir no nível de glicose, a não ser que o resultado acompanhe sintomas claros do diabetes. Os diferentes tipos de diabetes O diabetes tem denominações distintas de acordo com a origem (etiologia) da doença:

Diabetes tipo 1 

Representa cerca de 10% dos casos, é provocado por um processo autoimune —o organismo confunde alguma estrutura própria como um agente invasor, e ativa seu sistema de defesa para acabar com ela. Nos pacientes com esse tipo, o sistema imunológico ataca as células beta, no pâncreas, responsáveis pela produção de insulina. 

Diabetes tipo 2 

Na maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes), o corpo não consegue utilizar adequadamente o hormônio que metaboliza a glicose, condição chamada de resistência à insulina, ou essa substância não é produzida em quantidade suficiente para manter o nível de glicose dentro da normalidade. Apesar de ser mais frequente em adultos a partir dos 40 anos de idade, o número de adolescentes e até crianças diagnosticadas com diabetes tipo 2 aumentou, nas últimas décadas, à medida em que a população tornou-se mais obesa.

Diabetes gestacional 

É o quadro de hiperglicemia que pode se manifestar na gravidez, em geral no terceiro trimestre, e que quase sempre desaparece após o parto. A placenta produz alguns hormônios que resistem à insulina e, para piorar, o crescimento do feto também aumenta a demanda pela substância. Esse é um dos motivos pelos quais as gestantes são orientadas a praticar exercícios, ter uma dieta saudável e fazer exames de glicose. Estudos mostram que a prevalência do diabetes gestacional no Brasil varia de 2,5% a 7%. Mulheres que desenvolvem o quadro na gravidez são mais propensas a ter diabetes tipo 2 mais tarde. 

Existem outros tipos de diabetes?

Dependendo dos resultados laboratoriais, que podem, ou não, acusar a presença de determinados autoanticorpos (essas células de defesa que atacam o próprio organismo), pode-se dizer que uma pessoa tem diabetes tipo 1A (autoimune) ou 1B (idiopático, ou seja, de causa desconhecida), sendo este último mais raro. Em geral, as células beta são destruídas rápido na infância, mas pode ocorrer lentamente, sendo referida como diabetes autoimune latente do adulto (ou LADA, na sigla em inglês).

Quais as causas e como prevenir o diabetes 

Não se sabe com certeza quais os fatores de risco para desenvolver o diabetes tipo 1, mas a genética exerce um papel importante. Ter um parente próximo com a doença aumenta a probabilidade de apresentar o problema. A maior parte dos casos é diagnosticada na infância ou na adolescência, mas também pode acontecer de um adulto descobrir a condição (LADA). De qualquer forma, não há como evitar esse tipo de diabetes. 

No diabetes tipo 2 a genética também está envolvida, mas existem fatores de risco relativos ao estilo de vida que são evitáveis: pressão alta, colesterol e triglicérides elevados, sobrepeso e obesidade (principalmente a abdominal) são os principais deles. Algumas doenças também podem resultar nesse tipo de diabetes, como síndrome dos ovários policísticos, doença renal e apneia do sono, entre outras. O diabetes ainda pode aparecer em decorrência do uso de certos medicamentos (como glicocorticoides e antipsicóticos, por exemplo) ou de quimioterapia. Vale mencionar que algumas síndromes, doenças autoimunes e disfunções endócrinas também podem estar associadas à doença, como a fibrose cística e o hipotireoidismo.

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/07/24/sede-excessiva-fome-e-visao-embacada-estao-entre-os-sintomas-de-diabetes.htm


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