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Não é só o coração: variação do colesterol afeta saúde sexual e até mental

Publicado 10/10/19

Quando falamos de colesterol no sangue, logo vem à mente os riscos que essa gordura oferece ao coração. De fato, quando o nível de LDL (popularmente batizado de "colesterol ruim"), está nas alturas a pessoa tem maior probabilidade de ter um problema cardíaco. 

No entanto, o colesterol possui diversas funções no corpo, como participar da produção de algumas hormônios, e sua variação (para mais ou para menos) pode prejudicar o organismo de diversas formas, inclusive na hora do sexo. A seguir, mostramos alguns problemas que podem ocorrer quando a taxa dessa substância está anormal.

1 - Dificuldade de ereção 

Para que o pênis fique rígido e permaneça "em pé" durante o sexo, precisa estar cheio de sangue. O LDL alto leva à formação de placas de gordura nas veias e artérias, dificultando a passagem do sangue —daí que ocorre um ataque cardíaco. 

"Mas isso pode acontecer também nos vasos que irrigam o órgão sexual masculino, que, aliás, são bem mais finos que os do coração, com cerca de um milímetro de diâmetro. Esse processo pode causar uma disfunção erétil", explica o urologista Emilio Sebe Filho, diretor médico da Clínica Lifemen. 

2 - Diminuição da libido

O colesterol alto atrapalha sua transa e o baixo além do normal também. Isso porque a "falta" dessa gordura no organismo pode afetar a produção de progesterona e a testosterona. "Esses hormônios estão relacionados ao desejo sexual, infertilidade, impotência e a piora dos sintomas da andropausa, menopausa e tensão pré-menstrual", explica a endocrinologista Rosália Padovani, médica assistente da disciplina de endocrinologia e metabologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. 


3 - Problemas na produção da vitamina D

Quando a pele é exposta aos raios UV, o colesterol é utilizado pelo organismo para fabricar a vitamina D, que atua nos ossos, intestino, rins, coração e sistema imunológico, entre outros.

"Diante de taxas reduzidas desse tipo de gordura, o corpo pode ter uma diminuição na concentração dessa vitamina, o que pode ser contornado com suplementação e exposição ao sol", diz a endocrinologista Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e membro da The Endocrine Society, nos Estados Unidos.

4 - Depressão e ansiedade 

Como explicamos, o colesterol é precursor de várias substâncias do nosso organismo, entre elas a serotonina, neurotransmissor responsável pelo humor. "Algumas pesquisas mostram que níveis baixos dessa molécula de gordura no organismo alteram a química cerebral pela supressão ou redução das taxas de serotonina e que quantidades muito baixas de colesterol podem estar relacionadas à depressão que não responde a medicamentos, comportamentos ansiosos, agressivos e suicidas", afirma Padovani.

5 - Diminuição na disposição

A diminuição dos hormônios progesterona, testosterona e DHEA (desidroepiandrosterona) provocada pela queda no colesterol pode levar a menos vigor físico e mental. "Isso também pode estar ligado à diminuição nos níveis de vitamina D", acrescenta Barca. 

Fonte: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2019/09/26/nao-e-so-o-coracao-variacao-do-colesterol-afeta-saude-sexual-e-ate-mental.htm


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