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Diabetes Gestacional

O diabetes gestacional é uma situação em que o aumento do açúcar no sangue (glicemia) aparece ou é diagnosticado pela primeira vez na gravidez, podendo persistir ou não após o parto. Ocorre em aproximadamente 7% das gestantes, sendo mais comum em alguns grupos étnicos como negros e hispânicos.

Os principais fatores que aumentam o risco para desenvolvimento de diabetes na gestação são: história prévia de diabetes gestacional, parentes de 1º grau com diabetes, história de morte fetal ou nos primeiros dias de vida, abortos de repetição, história de recém-nascido com mais de 4 Kg em gestações prévias, presença de hipertensão arterial, obesidade ou ganho excessivo de peso na gravidez atual, idade acima de 25 anos, fetos acima do peso ou com excesso de líquido amniótico na gestação atual.

Existem diversas formas de se diagnosticar o diabetes na gestação, porém, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Diabetes é que se faça uma medida da glicemia de jejum na primeira consulta pré-natal. Se o valor estiver acima de 85 mg/dL, deve-se realizar um teste para confirmação diagnóstica onde a glicemia é avaliada após uma sobrecarga oral de glicose.

O controle adequado da glicemia na gestação é importante para que se evite complicações tanto na mãe como no feto. Sabe-se que o diabetes gestacional aumenta em 17 a 65% o risco da mãe desenvolver diabetes em 10 anos após o parto. Além disso, o aumento da pressão arterial é mais comum neste grupo de mulheres. Dentre as complicações presentes em filhos de mães com diabetes gestacional, o aumento do peso do feto é a manifestação mais característica. O excesso de peso fetal pode causar dificuldades na hora do parto bem como predispor a traumas obstétricos. Outra complicação preocupante é a queda nos níveis de glicose nestes bebês logo após o parto, o que pode prolongar a internação hospitalar. Além disso, indivíduos expostos a diabetes materno intra-útero têm aumento do risco de obesidade e aumento da glicose na infância e início da vida adulta.

As pacientes devem ser acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, com endocrinologista, obstetra, nutricionista e enfermeira. O tratamento inicial indicado é a orientação alimentar, que permita ganho de peso adequado. A prática de atividade física deve fazer parte do tratamento, desde que não existam contra-indicações obstétricas. A dietoterapia isolada permite um controle glicêmico adequado em 50 a 80% das pacientes. Nos casos em que a glicemia permanece elevada, está indicado o uso de insulina já que as medicações orais ainda não estão liberadas para uso em gestantes. É importante lembrar que o diabetes gestacional não é uma indicação de cesariana.

Após o parto deve ser feito um novo exame com uma sobrecarga oral da glicose, para identificar as mulheres que permaneceram com diabetes.

Fonte: SBEM - Rio de Janeiro - http://www.sbemrj.org.br/index.asp?p=doencas&chamada=Diabetes%20Gestacional




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