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Principais tipos de obesidade e como identificar

Publicado 10/07/20

A obesidade é caracterizada pelo excesso de peso, geralmente, causado pelo sedentarismo e consumo exagerado de alimentos ricos em gordura e em açúcar, o que gera diversos malefícios na vida da pessoa, como o desenvolvimento de doenças, do tipo diabetes, pressão alta, colesterol elevado, infarto ou artrose dos ossos, além de sintomas como dificuldades para fazer esforços, indisposição e baixa auto-estima.

Para identificar que uma pessoa está obesa, na maioria das vezes, utiliza-se o IMC, ou índice de massa corpórea, que é um cálculo que analisa o peso que a pessoa apresenta em relação à sua altura, sendo dividido em diferentes graus:

Peso normal: IMC entre 18.0 a 24,9 kg/m2
Sobrepeso: IMC entre 25.0 a 29,9 kg/m2
Obesidade grau 1: IMC entre 30.0 - 34.9 kg/m2;
Obesidade grau 2: IMC entre 35.0 - 39.9 kg/m2;
Obesidade grau 3 ou obesidade mórbida: IMC igual ou superior 40 kg/m2.

Tipos de obesidade

Além de ser classificada de acordo com o peso, a obesidade também varia de acordo com a localização e distribuição da gordura pelo corpo:

1. Obesidade abdominal

A gordura se deposita principalmente no abdômen e na cintura, podendo também se distribuir pelo peito e rosto. Este tipo de obesidade também é conhecido como andróide ou obesidade em forma de maçã, devido à semelhança da silhueta da pessoa com esta fruta, e é mais comum em homens, embora algumas mulheres também possam ter.

A obesidade abdominal está muito associada com grande risco para desenvolver outras doenças cardiovasculares como colesterol alto, doenças cardíacas, infarto, além de diabetes, inflamações e trombose.

2. Obesidade periférica

Este tipo de obesidade é mais comum em mulheres, pois a gordura se localiza mais nas coxas, quadris e nádegas, e é conhecido como obesidade em pêra, devido ao formato da silhueta, ou obesidade ginóide. 

A obesidade periférica é mais associada a problemas circulatórios, como insuficiência venosa e varizes, e osteoartrite nos joelhos, devido à sobrecarga do peso nestas articulações, apesar de também aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes.

3. Obesidade homogênea

Neste caso, não há uma predominância da gordura em uma área localizada, pois o excesso de peso está distribuído pelo corpo. Isto pode ser perigoso, pois a pessoa pode se descuidar por não haver um grande impacto na aparência física, como nos outros tipos.

Sinais e sintomas da obesidade

O excesso de gordura tem efeitos negativos sobre todo o corpo, causando sinais e sintomas desconfortáveis, como:

- Falta de ar e dificuldades respiratórias, devido à pressão do peso abdominal sobre os pulmões;
- Dores no corpo, principalmente nas costas, pernas, joelhos e ombros, devido ao excesso de esforço que o corpo faz para suportar o peso;
- Dificuldade para fazer esforços ou caminhadas, devido ao excesso de peso e descondicionamento do corpo;
- Dermatites e infecções fúngicas, devido ao acúmulo de suor e sujeira nas dobras do corpo;
- Manchas escuras na pele, principalmente pescoço, axilas e virilhas, uma reação causada pela resistência insulínica, ou pré-diabetes, chamada de acantose nigricans;
Impotência e infertilidade, devido a alterações hormonais e dificuldades para o fluxo sanguíneo nos vasos;
- Roncos noturnos e apnéia do sono, pelo acúmulo gordura no pescoço e vias respiratórias;
- Maior tendência a varizes e úlceras venosas, devido a alterações nos vasos e circulação sanguínea;
- Ansiedade e depressão, devido a insatisfações com a imagem corporal e compulsão alimentar.
- Além disso, a obesidade é uma causa determinante de diversas doenças, como por exemplo doenças cardiovasculares, como pressão alta, infarto, AVC, trombose, e impotência, e doenças metabólicas, como diabetes e colesterol alto.

O que causa a obesidade

A obesidade pode ocorrer em qualquer idade e, no Brasil, a quantidade de pessoas que passam por esta situação está cada vez maior, devido ao consumo excessivo de alimentos calóricos, como pão, massas, doces, fast food e comidas prontas, além do sedentarismo, o que faz com que a quantidade de calorias consumidas seja maior do que a quantidade que a pessoa gasta ao longo do dia.

Além disso, distúrbios hormonais ou problemas emocionais como ansiedade ou nervosismo também podem aumentar o risco de obesidade e, por isso, estas situações devem ser tratadas logo que sejam identificadas. Entenda melhor quais são as principais causas que explicam o surgimento da obesidade e como combatê-las. 

A obesidade infantil também tem sido cada vez mais frequente, pelo excesso de comidas industrializadas, doces e refrigerante, além de cada vez menos atividades ao ar livre. A criança costuma seguir os hábitos dos pais, por isso é muito comum que os filhos de obesos também fiquem acima do peso. 

Como saber se estou muito acima do peso

A principal forma de detectar a obesidade é com o cálculo do IMC, entretanto, além do peso aumentado, também é importante identificar o depósito de gordura em diferentes locais do corpo, diferenciando o peso em gordura do peso em músculos.

Assim, como forma de avaliar a massa de gordura o corpo e a sua distribuição, utiliza-se:

- Medição da espessura das pregas cutâneas: mede a gordura localizada nos depósitos debaixo da pele, que está relacionada com a quantidade de gordura interna;
- Bioimpedância: exame que analisa a composição corporal, indicando a quantidade aproximada de músculos, ossos e gorduras do corpo;
- Ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética: avaliam a espessura do tecido adiposo nas dobras, e também em tecidos mais profundos nas diferentes regiões corporais, como abdômen, por isso, são bons métodos para avaliar a obesidade abdominal;
- Medida da circunferência abdominal: identifica o depósito de gordura no abdômen e o risco do desenvolvimento de obesidade abdominal, sendo classificada como tendo este tipo de obesidade quando a medida da cintura ultrapassa 94 cm no homem e 80 cm na mulher;
- Relação circunferência abdominal/quadril: mede a relação entre a circunferência abdominal e a do quadril, avaliando diferenças nos padrões de acúmulo de gordura e o risco para desenvolver obesidade, estando alto quando acima de 0,90 para homens e 0,85 para  mulheres. 

Como tratar a obesidade

O tratamento da obesidade deve ser feito com a prática regular de exercícios físicos, orientados por um preparador físico, e uma dieta de emagrecimento e deve ser ser feito de forma gradual e saudável, pois as dietas que prometem um emagrecimento muito rápido, geralmente, não trazem efeitos duradouros ou são maléficas para a saúde.

Os remédios para emagrecer também podem ser utilizados no tratamento da obesidade, no entanto, seu uso só deve ser feito sob orientação do endocrinologista. Nos casos mais graves, pode-se ainda recorrer a alguns tipos de cirurgia como a cirurgia bariátrica. Saiba como é feito o tratamento para obesidade e quando está indicado o uso de remédios ou cirurgia.

Fonte: https://www.tuasaude.com/obesidade/


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